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Pequenos negócios estão otimistas com o futuro da economia

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A perspectiva de mudança na condução política e econômica do país encheu os empresários de micro e pequenas de confiança. Realizada desde junho de 2017, a Sondagem Conjuntural dos Pequenos Negócios apontou recorde de otimismo entre os empreendedores para o próximo ano. Mais de 95% deles acredita que o Brasil vai voltar a crescer mais com a entrada do novo governo, enquanto que 66% avaliam que a economia do país já vem dando sinais de recuperação. O estudo mostra ainda que mais de 77% acreditam que o faturamento de suas empresas vai melhorar e só 3,3% estão pessimistas quanto a isso.

“O dono de pequeno negócio é um otimista por natureza. Diante de um ambiente tão hostil às empresas, se não apostar em melhoria, se não continuar empregando, ele fecha as portas. Mas este recorde é justificado pela crise que o país enfrentou nos últimos anos, com fechamento de vagas e redução do PIB. E a mudança no governo, que já sinaliza medidas que poderão alavancar a economia, gera essa aposta no crescimento”, analisa o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

O estudo teve como objetivo conhecer as expectativas dos donos de pequenos negócios em relação à economia brasileira e ao seu próprio empreendimento. Foram ouvidos entre os dias 26 de novembro e 4 de dezembro, 2.992 Microempreendedores Individuais (MEI), empresários Micro e Pequenas Empresas (ME) e de Empresas de Pequeno Porte (EPP). A Sondagem Conjuntural é realizada trimestralmente desde junho de 2017.

Os índices de otimismo quanto à economia no próximo ano apresentaram um crescimento expressivo desde setembro, quando foi realizada a última análise. Há três meses, 37,4% dos empresários acreditavam que haveria um crescimento, enquanto que na pesquisa atual 79,5% acreditam na melhora da economia. Os que avaliam que a situação permanecerá como está são 12,9%, enquanto 4,9% dizem acreditar em uma piora (o índice representa uma queda de mais de 17 pontos percentuais em relação ao mês de setembro).

A Sondagem Conjuntural mostrou que um dos principais motivos do otimismo em relação à economia é o novo governo, segundo avaliaram 95,8% dos empresários entrevistados. Outros 66,2% acham que já há sinais de uma recuperação no cenário e 47,8% já constataram que houve aumento em suas vendas, enquanto 44,4% avaliam que o emprego está aumentando. Dos poucos que estão pessimistas, 89,7% ainda acham que o desemprego está alto, 78,7% não acreditam no governo eleito e 78,3% temem greves de trabalhadores.

Faturamento e contratação

Os pequenos empreendedores também estão otimistas quanto ao faturamento do próprio negócio em 2019. Conforme o estudo, 77,1% apostam em melhora, enquanto 16,8% acham que o faturamento vai permanecer como está. O índice de otimismo cresceu mais de 32 pontos percentuais em relação à ultima sondagem feita em setembro, enquanto que os pessimistas, que eram 14,8% há três meses, passaram para 3,3% na pesquisa atual.

A Sondagem Conjuntural mostrou que 37,7% dos donos de pequenos negócios não pretendem contratar nem demitir em 2019, mas 32,4% afirmam que vão abrir vagas de empregos, um índice 12 pontos percentuais maior que em setembro. Quanto a possíveis demissões, apenas 2,8% pensam em dispensar funcionários, um terço do índice identificado há três meses. Os empreendedores do Centro-Oeste e Norte do país e principalmente do setor da indústria, são os que estão com melhor perspectiva de admitir novos empregados.

Além do otimismo em relação à economia do país, 78,5% dos micro e pequenos empresários também acreditam que as perspectivas gerais para a empresa irão melhorar no próximo ano. O índice teve um salto considerável de 29 pontos percentuais em relação a setembro, enquanto que aqueles que avaliam que a situação vai continuar estável caiu de 37,1%, há três meses, para 17,3% na sondagem atual. O mesmo comportamento de queda foi identificado entre os empresários mais pessimistas, onde o índice caiu de 9,5% para 2,5% entre as duas sondagens.

Para resolver o problema da mão-de-obra, 84,1% estão contratando pessoas inexperientes e capacitando-as no dia-a-dia das empresas. Outros 58,5% deles também dão novas atribuições para alguns funcionários (aumentando seus salários), como uma alternativa à contratação de novos empregados e 45% ainda pagam horas extras para os trabalhadores, enquanto 28,5% procuram outra solução ou recorrem a uma agência de emprego.

Fonte: Agência Sebrae
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