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Os comerciantes paulistas terão que adquirir soluções próprias para emitir suas notas fiscais eletrônicas (NF-e) a partir do dia 1º de janeiro de 2017. A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo anunciou que o aplicativo gratuito deixará de funcionar na virada do ano, após onze anos de sua implantação. Além disto, a pasta não vai mais disponibilizar a ferramenta para download.
De acordo com a secretaria, a medida foi tomada porque “o Fisco Paulista verificou que a maioria dos contribuintes deixou de utilizar o emissor gratuito e optou por soluções próprias, incorporadas ou personalizadas a seus sistemas internos. No mercado há muitas opções de emissores, alguns deles com uma versão básica gratuita”.
Apesar da justificativa para a descontinuidade do serviço, muitos comerciantes não aprovaram a mudança. É o caso da diretora administrativa da empresa Natubem Comércio de Produtos Naturais, Luciana Pinheiro. “O sistema fornecido pelo governo estava redondinho. Já que era para mudar, eles [do governo] poderiam cobrar uma taxa para manter o mesmo serviço, já que hoje nada é gratuito. Mas, com a mudança, estamos enfrentando um trabalho paralelo para registrar tudo novamente desde agosto. Tivemos que comprar um programa e pagamos pela manutenção mensalmente. Gerou um custo extra e desnecessário em minha opinião”, desabafou.
Gerente da Prime Contabilidade, Gabriel Moretti disse que, em um primeiro momento, é normal que as pessoas se assustem com a novidade. No entanto, ele ressaltou que não há motivos para se preocupar. “Atualmente é fácil encontrar emissores de notas fiscais. Caso haja dificuldades para adquirir um sistema confiável ou não consiga operá-lo de forma adequada, basta procurar um contador, que, com certeza, ele poderá ajudá-lo”, afirmou.
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