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Eles parecem verdadeiros, mas não são: os boletos falsos podem ser recebidos por e-mails e pelos Correios. Assim, antes de fazer o pagamento, evitando prejuízo, é preciso ficar atento aos detalhes, alerta a economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Ione Amorim. Ela recomenda checar as informações da fatura e desconfiar se a leitura do código de barras falhar. “A qualidade da impressão, no geral, não é boa, e são comuns erros de português. Entretanto, cada dia mais, os fraudadores estão mais especializados”, observa (veja as dicas abaixo).
A economista ressalta que os cuidados devem ser frequentes, ainda mais no começo do ano, época marcada pelos compromissos tributários e o pagamento de impostos, como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU).
Internet. A economista do Idec ressalta que é importante manter o antivírus do computador sempre atualizado, já que há programas, enviados por meio de vírus, que podem alterar o código de barras do boleto.
“Se possível, evite fazer compras, efetuar pagamentos ou gerar boletos em computadores públicos ou em redes de Wi-Fi abertas. O risco de invasão de contas nesses ambientes é maior”, diz.
Ione explica que o consumidor vítima do golpe deve tirar cópias do boleto falso e do comprovante de pagamento (impresso no caixa eletrônico, via internet ou celular). “Com os papéis em mãos, registre um boletim de ocorrência numa delegacia e procure o banco e o fornecedor do serviço. Faça também uma reclamação no site www.consumidor.gov.br, do Ministério da Justiça”, diz.
Para o Idec, ao permitir que os boletos sejam impressos pela internet, bancos e empresas assumem os riscos de segurança associados a emissão deles. O mesmo princípio vale para os boletos enviados pelo correio. Assim, em casos de golpe de falso boleto, o fornecedor e o banco devem arcar com os prejuízos.
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