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O número de empresas inadimplentes e com o CNPJs negativado chegou a 4,9 milhões em janeiro, ou cerca de 60% das empresas em operação no país, segundo a Serasa Experian. Trata-se da maior quantidade já registrada desde março de 2015, quando o levantamento começou a ser feito.
Em um ano, aumentou em mais de 500 mil o número de empresas com o 'nome sujo'. Em março de 2015, o país contabilizava 3,8 milhões de CNPJs com contas atrasadas. Em março do ano passado, eram 4,4 milhões. O recorde até então tinha sido registrado em dezembro de 2016 (4,8 milhões).
De acordo com a pesquisa, as dívidas atrasadas somam atualmente R$ 112,7 bilhões, o que representa uma média de R$ 23,1 mil por empresa devedora.
Diante do número recorde de empresas endividadas, a Serasa Experian realizará nos dias 21 e 22 de março o primeiro feirão limpa nome voltado a empresas. Chamado de “Encontro Serasa Recupera PJ”, a iniciativa pretende reunir, em São Paulo, empresas e credores para renegociação de dívidas com descontos ou condições especiais.
“A longa e intensa recessão pela qual vem passando a economia brasileira tem debilitado fluxo de caixa das empresas, tornando a inadimplência do setor privado um dado preocupante. Se as empresas estão em situação ruim, com a inadimplência em crescimento e batendo recorde, a recuperação da economia e a geração de emprego também ficam comprometidas”, afirma Luiz Rabi, economista da Serasa Experian.
Inadimplência é maior entre empresas mais novas
Segundo a Serasa, a maioria das empresas que não conseguiu arcar com as despesas e entrou para a lista de inadimplência está no mercado entre 2 e 5 anos (33,2%); 25,2% delas estão em atividade entre 69 e 10 anos e 22,9% atuam há mais de 15 anos.
Dos 4,9 milhões de CNPJs negativados no país, 46,5% possui quatro ou mais dívidas; 8,3% possuem 3 pendências; 13,3% acumulam dois débitos em aberto, e 31,8% têm uma conta atrasada.
Entre as empresas inadimplentes, 58% devem para apenas um credor, 21,7% estão inadimplentes com três ou mais e 20,3% possuem dois credores.
O setor de serviços é o com o maior número de empresas negativadas: 6,2% do total. Comércio responde por 44,2%, enquanto a fatia da indústria é de 8,8%.
Com relação ao tempo das dívidas, 24,3% das empresas têm compromissos vencidos entre um e dois anos; 18,4% entre dois e três anos e 15% têm contas em aberto se arrastam há mais de 3 anos.
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