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O orçamento de 2019 proposto pelo governo ao Congresso Nacional não prevê reajuste na tabela do Imposto de Renda, informou nesta sexta-feira (31) o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.
A tabela do Imposto de Renda foi corrigida pela última vez em 2015. De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), no acumulado de 1996 a 2017, a defasagem é de 88,40%.
A ausência de correção acontece em um cenário de crise econômica, que vem se refletindo em rombos bilionários sucessivos nas contas públicas.
Para este ano, por exemplo, a meta é de déficit (receitas maiores do que despesas) de até R$ 159 bilhões, mas o Tesouro Nacional estima um rombo um pouco menor, de cerca de R$ 130 bilhões.
A correção da tabela do Imposto de Renda beneficiaria principalmente trabalhadores que ganham acima de R$ 1.903,98 por mês, a atual faixa de isenção do Imposto de Renda.
Os trabalhadores informais, assim como aqueles empregados formalizados que têm seu salário atrelado ao valor do mínimo, não são beneficiados por eventuais correções da tabela.
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