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Com objetivo de combater fraudes e prevenir a lavagem de dinheiro, os bancos brasileiros irão recusar o pagamento em dinheiro vivo de boletos acima de R$ 10 mil. A determinação entra em vigor no próximo dia 28.
De acordo com o CMN (Conselho Monetário Nacional), ligado ao Banco Central, as agências bancárias também poderão recusar o pagamento em espécie de boletos abaixo de R$ 10 mil, se identificarem indícios de tentativa de burlar a legislação.
O Banco Central determinou ainda que as instituições financeiras mantenham registro específico dos boletos pagos em dinheiro vivo, o que vai começar a partir de março de 2019.
De acordo com o BC, a quantidade de operações que se enquadram na norma é relativamente pequena.
"A gente tem que a quantidade de boletos acima de R$ 10 mil é muito pequena, de 1,7% do total de boletos" diz Otávio Ribeiro Damaso, diretor de Regulação do Banco Central.
Com a regulamentação do limite para pagamento em espécie, instituições que já haviam adotado medidas similares agora devem seguir a norma estabelecida. O Banco do Brasil já tinha um limite de R$ 2.000 para pagamentos de boleto em espécie e agora terá que se adequar ao novo limite, exemplificou o BC.
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