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Até 2020, a depressão será a enfermidade mais incapacitante em todo mundo. Pelo menos é o que mostram dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que também apontam que os casos da doença estão aumentando 18,4% no mundo todo desde 2005. Além disso, apenas no Brasil, em 2016, cerca de 75,3 mil trabalhadores foram afastados pela Previdência Privada por conta de depressão. Em um cenário alarmante como este, a saúde mental ganha cada vez mais importância e até mesmo as empresas começaram a perceber que podem ajudar nesta causa.
“A preocupação com a saúde mental dos funcionários, inclusive, tornou-se um grande diferencial de algumas organizações”, afirma Thatiane C. Rosa, Analista de Recursos Humanos da ValeCard, empresa especializada em soluções para o segmento de Recursos Humanos. Ainda de acordo com ela, este tipo de iniciativa é benéfico para a própria empresa, pois colabora para a criação de um clima mais ameno no ambiente de trabalho, favorece uma melhor qualidade de vida e satisfaz os funcionários.
A própria ValeCard, inclusive, oferece ações deste tipo para seus colaboradores, além de estarem sempre incentivando que seus clientes façam o mesmo. “Trabalhamos com psicoeducação, por meio de palestras tratando temas de saúde mental e levando, ao colaborador, informações referentes ao assunto. Nosso objetivo é que ele entenda a importância de um cuidado contínuo com a saúde mental”, relata Thatiane.
A inteligência emocional como aliada
Heloísa Capelas, especialista em inteligência emocional e diretora do Centro Hoffman, reforça que o estabelecimento de um ambiente positivo é o primeiro passo para garantir o equilíbrio emocional dos funcionários. “Problemas, coisas ruins, vão acontecer. No entanto, a maneira como você os enxerga e a energia que passa para a sua equipe faz toda a diferença. Ser positivo e encarar os fatos de maneira íntegra é importante para não permitir que o acontecimento ruim atinja a todos e faça parecer com que tudo esteja desabando”, afirma.
Ainda segundo Heloísa, muitas vezes, é apenas uma face do conjunto que está apresentando problemas e, certamente, há uma forma de recuperação. “Isso vale tanto para os relacionamentos internos na sua empresa quanto externos, com os clientes, por exemplo, e até mesmo nos relacionamentos pessoais”, diz.
A especialista também afirma o quanto o sentimento o autoconhecimento pode auxiliar – e muito – na construção de um ambiente profissional favorável a todos. De acordo com ela, “todos nós temos 98% de coisas boas e 2% de coisas ruins. Mas costumamos focar sempre nos 2%, o que faz parecer que, na verdade, somos 98% ruins. A negatividade atrapalha nossa evolução. Portanto, temos que investir nas coisas boas que temos para exercermos a chamada liderança interna”.
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