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O Sindifisco e a Unafisco, entidades que representam os auditores da Receita Federal, divulgaram uma nota no final da tarde desta segunda-feira, 25, em que afirmam que o Fisco está “sob fogo cerrado vindo da fonte que tem vazado a lista amiúde para a mídia”.
A nota das entidades é uma resposta à reportagem do Estado que revelou que a advogada Roberta Maria Rangel, mulher do ministro do Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e a ministra Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), também aparecem entre os nomes de contribuintes citados pela Receita Federal na investigação que mirou 134 agentes públicos.
No início do mês, outro vazamento, envolvendo informações sobre o ministro Gilmar Mendes, do STF, resultou em um pedido de investigação do presidente do STF à Procuradoria-geral da República.
Segundo os auditores, os vazamentos de informações sigilosas da Receita tem três objetivos: constranger a Receita Federal, desmoralizar a Equipe Especial de Programação de Combate a Fraudes Tributárias (EEP Fraude) e estancar as fiscalizações de Pessoas Politicamente Expostas possivelmente envolvidas em crimes contra ordem tributária e outros.
“O Sindifisco e a Unafisco reiteram que o sigilo fiscal é regra de ouro para a autoridade tributaria, e seu vazamento configura ato altamente condenável. A seleção de 134 contribuintes pela EEP Fraude é produto de um trabalho sério e criterioso, e sua divulgação interessa apenas àqueles que querem inviabilizar a fiscalização”, diz a nota.
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