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Congresso promulga nova Previdência

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O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP), promulgou nesta terça-feira (12) a emenda à Constituição da reforma da Previdência. A assinatura acontece quase nove meses após a proposta do governo, considerada a principal prioridade da equipe econômica, ter sido enviada aos parlamentares.

A maior parte das novas regras começa a valer a partir da publicação da emenda no Diário Oficial da União (DOU), o que aconteceu no começo da madrugada desta quarta-feira (13).

Os artigos que tratam de medidas para aumentar a arrecadação dos cofres públicos, como o aumento da alíquota da CSLL para bancos e de contribuição previdenciária para trabalhadores e servidores mais ricos, só entram em vigor em março de 2020.

Com a reforma publicada, quem ainda vai entrar no mercado de trabalho terá que completar 65 anos, se homem, e 62 anos, se mulher, para cumprir o requisito de idade mínima para aposentadorias.

Quem já está na ativa poderá se aposentar antes da idade mínima. Há cinco regras de transição para a iniciativa privada. Para servidores públicos, há duas. O trabalhador poderá optar pela mais vantajosa.

As regras de transição também entram em vigor com a PEC publicada.

O mesmo vale para o novo cálculo das aposentadorias, que passa a considerar todo o histórico de contribuições do trabalhador. A fórmula atual é mais vantajosa, pois considera apenas as 80% maiores contribuições.

A reforma torna ainda mais rígido o cálculo de pensões por morte, que corta o valor do benefício para 60% mais 10% para cada dependente adicional. Hoje, não há esse redutor. As pensões, porém, não podem ficar abaixo de um salário mínimo (R$ 998).
 
A estimativa da equipe econômica é que a reestruturação da Previdência represente um corte de gastos de aproximadamente R$ 800 bilhões em dez anos. A versão original da PEC, enviada por Bolsonaro, teria um impacto de R$ 1,2 trilhão em uma década.

A sessão não teve presença do presidente Jair Bolsonaro nem do ministro Paulo Guedes (Economia), que haviam comparecido ao Congresso em fevereiro no ato de entrega da proposta ao Legislativo.

Alcolumbre minimizou as ausências. "Acho que não é um sinal. As emendas constitucionais sempre foram promulgadas em sessões solenes especiais do Parlamento brasileiro. Nestas sessões, muitas delas, a grande maioria, o presidente da República, o ministro não vieram", disse. "Não será presença do presidente ou do ministro que vai chancelar esta promulgação", afirmou.

Fonte: Folha de S.Paulo
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