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O governo avalia um prazo de 12 meses a 18 meses para que os trabalhadores possam compensar as horas não trabalhadas durante o período de isolamento recomendado por autoridades sanitárias para evitar o alastramento do novo coronavírus no País, disse nesta quinta-feira, 19, o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo.
“Isso vai permitir que ele fique em casa e mantenha seus recebimentos nesse momento muito difícil. A alternativa é sempre a empresa demitir um grande contingente de funcionários, o que não é desejável”, afirmou.
Na quarta-feira, 18, o governo anunciou que as empresas poderão reduzir até 50% da jornada e dos salários dos trabalhadores, desde que o valor-hora seja mantido. “A redução de jornada tem que ser proporcional ao salário”, reafirmou hoje Dalcolmo.
Hoje, o governo anunciou que vai bancar uma parcela de 25% do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito nesse período da redução de jornada. A medida vale para quem ganha até dois salários mínimos (R$ 2.090 mensais).
“Serão três meses por que passaremos dificuldade. Tentamos evitar desemprego”, disse o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco.
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